DREAM SUPERCARS — JEAN SÔNEGO
Uma produção audiovisual criada para apresentar o automóvel como objeto de desejo, explorando suas linhas, proporções, detalhes e identidade visual através de uma linguagem cinematográfica sofisticada.
O projeto Dream Supercars foi desenvolvido com uma abordagem que combina fotografia automotiva, cinematografia, direção de arte e iluminação controlada, criando uma estética premium e consistente em toda a composição.
A proposta não era simplesmente registrar os veículos, mas construir uma experiência visual em torno deles.
DIREÇÃO DE ARTE
Cada veículo foi tratado como protagonista da produção.
A direção de arte foi pensada para eliminar elementos que pudessem competir com o carro, utilizando um ambiente controlado, fundo escuro e iluminação cuidadosamente posicionada para revelar volumes, superfícies, recortes da carroceria e elementos de acabamento.
Nos registros do Dodge Challenger, por exemplo, a iluminação foi utilizada para destacar a musculatura da carroceria, as faixas centrais, os faróis e principalmente o conjunto óptico traseiro.
Já no Audi Q8, a abordagem visual valoriza linhas mais sofisticadas e minimalistas, explorando reflexos, volumes e a assinatura luminosa traseira.
A escolha dos enquadramentos também foi intencional: frontal, três quartos, lateral, traseira, detalhes mecânicos, interior e painel, criando um conjunto completo de imagens capaz de apresentar o veículo de diferentes perspectivas.
CINEMATOGRAFIA
A captação foi pensada com linguagem de cinema, utilizando movimentos e enquadramentos que valorizam a percepção de profundidade e escala dos veículos.
O objetivo foi trabalhar com:
Enquadramentos cinematográficos;
Planos fechados para detalhes;
Planos abertos para apresentar o veículo;
Ângulos baixos para transmitir imponência;
Perspectivas em três quartos;
Movimentos suaves de câmera;
Controle de profundidade de campo;
Separação entre veículo e fundo;
Reflexos controlados na carroceria;
Transições visuais entre detalhes e planos gerais;
Captação de elementos internos, painel e comandos;
Construção de B-roll automotivo.
A utilização de diferentes distâncias focais permitiu alternar entre compressão de perspectiva e sensação de profundidade, mantendo o veículo visualmente impactante.
EQUIPAMENTO E CAPTAÇÃO
Para a produção, foi utilizada uma configuração voltada para cinematografia automotiva, tendo como principal conjunto a Sony FX3, combinada à lente Sony FE 70-200mm F2.8 GM II.
Esse conjunto foi escolhido justamente pela capacidade de produzir imagens com aparência cinematográfica, excelente separação entre o veículo e o ambiente e grande controle sobre enquadramentos.
Setup principal
Câmera
Sony FX3 Cinema Line
Lente
Sony FE 70-200mm F2.8 GM II
A 70-200mm foi especialmente importante para trabalhar os veículos de maneira mais elegante, permitindo explorar compressão de perspectiva, closes de detalhes e enquadramentos mais fechados sem precisar aproximar fisicamente a câmera do automóvel.
O resultado é uma imagem com maior sensação de profundidade, proporções mais controladas e estética próxima à fotografia editorial automotiva.
ILUMINAÇÃO
A iluminação foi um dos elementos fundamentais da produção.
Em vez de simplesmente iluminar o ambiente, a proposta foi iluminar o carro.
As fontes de luz foram utilizadas de maneira controlada para criar gradientes sobre a carroceria, revelar curvas e produzir reflexos propositalmente posicionados.
Esse processo é especialmente importante em fotografia automotiva porque a pintura funciona praticamente como um espelho: qualquer fonte de luz, equipamento ou elemento do ambiente pode aparecer refletido na carroceria.
Por isso, cada posição de luz precisa ser pensada em função da superfície do veículo.
O resultado são imagens com:
alto contraste + reflexos controlados + sombras profundas + highlights precisos + acabamento cinematográfico.
O DIA DE GRAVAÇÃO
A produção começa muito antes de apertar o REC.
O primeiro passo é preparar o ambiente e definir a posição de cada veículo, analisando previamente quais ângulos melhor representam cada modelo.
Depois vem a construção da iluminação.
O carro é reposicionado diversas vezes para encontrar o melhor comportamento da luz sobre a carroceria. Pequenas alterações de posição podem modificar completamente o resultado de uma fotografia automotiva.
Com o setup definido, a produção segue uma sequência planejada de planos:
visão geral → três quartos → frontal → lateral → traseira → detalhes → interior → painel → elementos de acabamento.
Isso permite que fotografia e vídeo sejam produzidos simultaneamente dentro de uma mesma linguagem visual.
Durante a captação, a atenção está constantemente voltada para pequenos detalhes: reflexos indesejados, alinhamento das rodas, posição do volante, simetria, intensidade dos highlights, sombras e limpeza visual do enquadramento.
PÓS-PRODUÇÃO
A etapa de pós-produção foi responsável por consolidar a identidade visual da série.
O tratamento busca preservar a aparência real dos veículos, mas acrescentando uma estética mais cinematográfica através de:
Correção de exposição;
Controle de altas luzes;
Ajuste de contraste;
Tratamento seletivo de sombras;
Color grading;
Controle de saturação;
Realce das cores da carroceria;
Tratamento dos reflexos;
Recuperação de detalhes;
Nitidez seletiva;
Separação visual entre veículo e fundo.
A intenção não é transformar o carro em algo artificial, mas acentuar aquilo que já existe na cena.
RESULTADO
O resultado final é uma coleção de imagens e vídeos que transforma veículos comuns em peças de desejo visual.
Mais do que fotografar carros, o projeto busca reproduzir a sensação de uma produção automotiva editorial: dramática, sofisticada, limpa e cinematográfica.
Cada enquadramento foi pensado para valorizar o design do veículo e criar uma narrativa visual consistente.
Dream Supercars representa uma abordagem em que fotografia, vídeo, iluminação, direção de arte e pós-produção trabalham como uma única linguagem.
Não é apenas sobre mostrar o carro.
É sobre criar a sensação de querer estar diante dele.

